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Acampamento pela Democracia se levanta em Porto Alegre

Quem tem passado pelo acampamento o descreve como “O Acampamento da Coletividade e da Solidariedade”

Puxa aqui, ajeita aí, ergue acolá! E assim começou a ser montado o Acampamento em Defesa da Democracia e pelo Direito de Luta ser Candidato na capital gaúcha, Porto Alegre. Desde está segunda-feira, 22, camponeses, sem-terras e trabalhadores do campo que compõe a Via Campesina chegam na capital, somando mais de 15 mil pessoas vindas de todos os Estado do país, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) conta com camponeses e camponesas de 9 Estados e do Distrito Federal.

Segundo Bruno Pilon, jovem camponês e dirigente do MPA, “esse é um acampamento que se levanta não somente com lonas, madeiras e bandeiras, é um acampamento que se levanta com indignação, com ousadia e rebeldia, se levanta rumo a justiça, esses são os elementos que o fazem se levantar”.

O acampamento mostra-se como uma síntese da vida e do dia a dia dos camponeses/as, assentados/as e agricultores/as pois se faz entorno da solidariedade. Basta andar pelo acampamento para perceber que sempre vai ter comida na cozinha para quem não conseguiu trazer, sempre vai ter um espaço em baixo da lona quando começar a chover, sempre vai ter alguém para ajudar, nem que seja carregar uma mala ou um bujão de gás.

Quem tem passado pelo acampamento o descreve como “O Acampamento da Coletividade e da Solidariedade”, contradizendo o que a mídia burguesa tem mostrado. “Vir para cá num momento tão complexo que a gente vive no Brasil de injustiças e opressão mostra que a nossa geração de camponeses e camponesas é uma geração que não é covarde, nossa geração de trabalhadores e trabalhadoras não foge da luta, está aqui para mostrar mais uma vez que jamais arredamos os pés da luta no Brasil, essa é a prova viva que a gente segue em luta permanente”, afirma Pilon.

Ao longo dos três dias de atividades o acampamento irá abrigar todos os manifestantes, do campo e da cidade, que vieram até Porto Alegre para acompanhar o julgamento, em segunda instância, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está previsto para a próxima quarta-feira, 24, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

A expectativa dos manifestantes é grande pois já não é mais só os ônibus dos três Estados do Sul chegando, e sim de todos os Estados do país. “O acampamento não para de crescer, ele se amplia para todos os lados, as pessoas mobilizadas, organizadas, o vermelho predominante das bandeiras contorna o preto das lonas, é algo muito forte”, relata Bruno.

Desde que o acampamento foi montado tem sido realizada diversas atividades entre elas oficinas, e assim que as pessoas vão chegaram já vão se organizando no espaço e nas tarefas. Também já foram realizados alguns atos, debates, seminários e marchas. Hoje à noite, 23 de janeiro, os manifestantes devem sair do local do acampamento em marcha até a Esquina Democrática onde será realizada uma vigília em Defesa da Democracia mostrando que a resposta do povo em torno do que vai acontecer no julgamento é luta e organização.

 

Por Comunicação da FBP