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Dilma tem maioria na Câmara a seis dias da votação do impeachment

Levantamento parcial feito mostra vantagem de 24 votos para a presidenta

Um levantamento fechado por deputados da base do governo, por volta das 14h30m desta segunda-feira (11), indica um total de 195 votos contrários ao impeachment em uma votação no Plenário da Câmara dos Deputados. O levantamento – feito voto a voto, partido por partido, e obtido por Brasileiros  mostraria, por exemplo, que o impeachment seria rejeitado por 20 a 25 dos deputados do PMDB (de um total de 67), quadro diferente do final da semana passada.

Os partidos mais fieis ao governo seriam o PT, que, com a volta ao Congresso de cinco deputados em cargos de secretários estaduais, daria 63 votos contra o impeachment. Menor, mas igualmente fiel, seria o PCdoB, do qual seus 12 deputados fechariam com o governo. O PSOL também deverá garantir só votos de seus seis deputados contra o Impeachment. Chama a atenção no levantamento o voto contrário ao impeachment de quatro dos cinco deputados da Rede, o partido de Marina Silva, do qual o único favorável seria Miro Teixeira, do Rio de Janeiro.

Os responsáveis pelo levantamento de votos obtido por Brasileiros destacam que os números são voláteis, mas o pêndulo estaria começando a virar a favor de Dilma. “No fim de semana, apenas 15 do PMDB votariam contra o impeachment. Mas hoje pela manhã, as lideranças consultadas do partido já subiram este total para o mínimo de 20 e máximo de 25 votos a favor do governo da presidenta Dilma Rousseff.”

Como o problema para os partidos favoráveis ao impeachment é conseguir 342 votos – dois terços do total de deputados -, uma votação em torno de 190 a 196 contra o impeachment seria a pá de cal na tentativa da Oposição de derrubar a presidenta.

De hoje até o dia da votação final, prevista para o domingo, os levantamentos das intenções de voto vão se multiplicar, com resultados dos mais díspares. Entre a base governista, no entanto, o otimismo cresce a cada dia.

Nesse cenário, o resultado da Comissão Especial, que deve aprovar o parecer construído pelo assessor jurídico da Câmara e apresentado pelo relator Jovair Arantes, é considerado irrelevante na votação em Plenário.