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Eleição presidencial não vai dividir a Frente Brasil Popular

Movimentos querem preservar a unidade das forças populares e progressistas para desafios que vão perpassar o período eleitoral

Movimentos querem preservar a unidade das forças populares e progressistas para desafios que vão perpassar o período eleitoral.

 A articulação vai participar da campanha em defesa do direito de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não apoiará oficialmente apenas um candidato se a decisão causar o esvaziamento político da Frente.

A discussão foi um dos pontos da mesa de abertura da II Conferência Nacional da Frente Brasil Popular que está acontecendo neste final de semana na grande São Paulo.

Gleisi anunciou que o seu partido se engajará na construção de Comitês Populares em Defesa da Democracia e Resistência aos Retrocessos, na campanha para apoiar o direito à candidatura de Lula e na construção de um Programa Mínimo para enfrentar as eleições de 2018.

O PCdoB, partido da recém lançada candidata à presidência da República Manuela D'Ávila também participa da frente e reafirmou que o direito de Lula de se candidatar deve ser preservado.

Para o vice-presidente da legenda, Walter Sorrentino, é preciso ligar o alerta democrático para garantir não só a o direito de o ex-presidente disputar como o de assegurar a realização da eleição.

"A esquerda política e social precisa disputar forças ainda mais largas, inclusive segmentos médios, para os níveis de embate pela salvação nacional, da democracia e dos direitos conquistados. E entra decididamente o alerta democrático de assegurar as eleições presidenciais e os direitos de Lula".

O impasse da candidatura do petista não é o único. Sobram questionamentos como: quem arquitetou e executou um golpe fez tudo isso para deixar Lula disputar e com chances reais de se eleger? Sem eleição a narrativa que fala  que foi golpe não ficaria mais forte?

Alianças

Outra questão fundamental é sobre o caminhos para que as forças populares e progressistas saiam do quadro de defensiva. E é nesse caminho que a Frente pode contribuir com força social e amplitude.

"Para constituir uma força social é preciso respeitar o outro, as diferenças, ser paciente e generoso, elencou Ricardo Gebrim da Consulta Popular.
 
Para ele a força social está conjugada com a amplitude e o que a determina é a força do inimigo.

"O perigo não é realizar aliança, mas fazer sem força propria, sem força política e social", defendeu Gebrim.

O advogado defendeu a composição de uma grande frente com  os setores médios.

Ponto que foi apresentado pelo PCdoB há alguns meses. "Nosso próximo passo, juntos, além de fortalecer a frente ampla, é construir e proclamar um novo projeto nacional de desenvolvimento que dê rumo e destino à nação", afirmou Walter Sorrentino.

Já o PT disse que a sua "aliança será com o povo e com os movimentos sociais para cessar o processo de desconstrução do Estado brasileiro", informou a senadora Gleisi Hoffmann.

A conferência debateu também os desafios organizativos da Frente para o próximo período.