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Segundo dia da Plenária Nacional, FBP debate sobre sua natureza e organização

Essa mesa é parte fundamental para a construção de uma Carta que reunirá os apontamentos da FBP

Caráter e natureza da Frente Brasil Popular em pauta no segundo dia da Plenária Nacional. Inspirados pelo espírito de luta de Fidel Castro, que nomeia a plenária, representantes de todas as entidades brasileiras que compõem a Frente participam do evento acontece em Belo Horizonte Minas Gerais discutem sobre os rumos para o próximo período.
Para contribuir com o balanço dos processos de consolidação da Frente e perspectivas de ações Valter Sorrentino do PC do B e Nalu Farias da Marcha Mundial de Mulheres apontaram alguns caminhos de luta para o próximo período. Dentre eles, a emergência de novos atores e novas formas organizativas, assim como a recomposição da esquerda do Brasil, para dar respostas concretas de lutas contra o golpe e propostas para a  construção de um projeto de vida para a sociedade brasileira.
“Temos muitas pautas emergentes, mas também as tradicionais, uma delas é sobre o tipo de educação que queremos. A FBP criou mecanismos de como aprender com as ocupações dos estudantes?”, questiona Nalu Farias, da Marcha Mundial das Mulheres. Ela ainda aponta o desafio de “combinar a nossa luta de resistência em nossos territórios, com  as respostas que daremos aos desafios da conjuntura”.
Entre os elementos aponta-se a necessidade de organizar e sistematizar nossos acúmulos, com nossos principais pontos da FBP, de organizar os conteúdos, bem como, o desafio de potencializar os processos educacionais e a comunicação. Nalu ainda aponta outros elementos como a necessidade de aprofundar-se na realidade nacional, brasileira, bem como, precisamos avançar no processo da América Latina e no mundo, pois também há outros processos e formas participativas, como os plebiscitos. “Que a partir da Frente possamos construir os processos políticos e ir incorporando o máximo desses processos participativos, pois quando conhecemos com quem a gente está, isso cria uma forma de enfrentamentos e de nos preservar, nesse momento de criminalização”.
Por sua vez, Walter Sorrentino do PCdoB, destaca a resistência como uma saída dessa crise. “Nós encontrarmos e seremos capazes de fazer uma nova síntese programática da prática e a perspectiva de um futuro são duas tarefas por onde podemos debater o papel organizativo da frente. Nós precisamos oferecer bandeiras de esperança aos problemas que afligem a sociedade”. Já que segundo Sorrentino, o país está imerso a uma crise entre os poderes que também se chocam entre si, gerando um quadro de instabilidades de desmanches.“Sabemos que a política deve ser construída constantemente e verificada em sua prática também”, afirma Walter. Considerando que precisamos conjugar o verbo ampliar, pois quanto mais amplas as forças que convergem em um mesmo objetivo, maior será essa força. “Nós não podemos falar somente ao nosso povo, mas encontrar formas de lutas para dialogar com as massas, precisamos ter unidade de prática” lembra Walter.
A FBP é um conjunto de organizações de caráter distintos, mas de uma mesma linha política. “Nós precisamos encontrar um regime de formulação da política superior ao que já temos”, destaca ele. Além de plenárias é preciso dar um elemento político para nossa base, pois nosso país é muito amplo e muito diverso, é preciso construir mais espaços nas bases”.
Essa mesa da manhã é parte fundamental para a construção de uma Carta que reunirá os apontamentos da Frente Brasil Popular para o próximo período intitulada, Carta de Belo Horizonte, e que será divulgado após o termino da plenárias.
 
 
Por Adilvane Spezia e Amélia Gomes - FBP